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Estudantes de Ciência da Computação do Unifeso exploram o supercomputador Santos Dumont em visita ao LNCC

Em 28/08/2026 às 13h23

Estudantes de Ciência da Computação do Unifeso exploram o supercomputador Santos Dumont em visita ao LNCC

Alunos da graduação em Ciência da Computação do Centro Universitário Serra dos Órgãos (Unifeso) realizaram, em 19 de agosto, uma excursão técnica ao Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), situado em Petrópolis (RJ). O grupo teve a chance de observar o supercomputador Santos Dumont, que figura como um dos pilares da Computação de Alto Desempenho na América Latina.

O intuito da visita foi expandir a visão dos estudantes sobre as tecnologias aplicadas a pesquisas e à criação de soluções para desafios científicos e tecnológicos complexos. Na visão do professor Rodrigo Braga, o evento foi altamente proveitoso, pois permitiu que os discentes entendessem na prática o emprego de processamento paralelo, análise de grandes bases de dados, GPUs, redes de altíssima velocidade e computação de alto desempenho na resolução de problemas de grande envergadura.

Imersão na Computação Quântica

Além disso, a agenda incluiu um seminário ministrado pelo professor doutor Renato Portugal, pesquisador do LNCC e nome de destaque nacional em Algoritmos Quânticos e Computação Quântica. A ocasião possibilitou aos universitários um contato direto com noções e visões sobre um dos campos mais avançados da tecnologia atual.

Com graduação em Física pela PUC-Rio, além de mestrado e doutorado realizados no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) e pós-doutorado concluído no Canadá, Renato Portugal acumula mais de 120 publicações científicas e dedica-se à preparação de novos pesquisadores nos setores de computação algébrica e quântica. Ele é também o autor da obra Quantum Walks and Search Algorithms, da editora Springer.

Para o docente Rodrigo Braga, a iniciativa serviu para conectar os estudantes ao ecossistema científico e às variadas rotas profissionais e acadêmicas que a área oferece.

"Os alunos puderam vivenciar a prática científica, dialogar com especialistas e enxergar as amplas possibilidades que a tecnologia reserva para suas trajetórias futuras. Esperamos que vivências como essa estimulem a curiosidade, o interesse pelo aprendizado e a ambição de converter conhecimento em inovação", destacou o professor.

O acadêmico enfatizou, ainda, que o aprendizado vai além dos muros das salas de aula. "O saber não se restringe ao ambiente escolar. Ele encontra-se nos laboratórios, na operação de supercomputadores, no desenvolvimento de pesquisas e, sobretudo, em vivências que impulsionam nossos alunos a buscarem novos horizontes", finalizou.

Por Giovana Campos

Fonte: UniFeso


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