Teresópolis, RJ, 17/04/2026. Bem-vindos!

Simulação de Grande Acidente capacita estudantes de Medicina do Unifeso em cenário de emergência

Em 17/04/2026 às 12h06

Simulação de Grande Acidente capacita estudantes de Medicina do Unifeso em cenário de emergência

No dia 10 de abril, o Centro Universitário Serra dos Órgãos (Unifeso) promoveu mais uma edição do seu tradicional "Grande Acidente". A atividade prática, que já faz parte do cronograma do curso de Medicina, converteu o espaço acadêmico em um cenário de emergência com alto grau de realismo, visando aprimorar competências fundamentais para o suporte pré-hospitalar logo no início da formação dos acadêmicos.

A simulação recriou um ambiente de alta complexidade, contando com veículos batizados, fumaça, dublês para encenar atropelamentos e atores simulando ferimentos, tudo acompanhado por gritos e tensão. Segundo Átila Félix, embaixador do curso, a estrutura da atividade engaja diferentes períodos da graduação: os alunos ingressantes do primeiro período atuam no atendimento emergencial às vítimas, enquanto os estudantes do segundo período assumem a função de pacientes.

Para o grupo do 2º período, a atividade proporcionou uma visão diferenciada. Sarah Carvalhães ressaltou a importância de sentir-se na posição do paciente: "Conseguimos nos colocar no lugar das vítimas, compreendendo as angústias, como a preocupação com familiares e bens pessoais. Esse exercício nos torna profissionais mais empáticos no futuro", pontuou. Complementando o relato, Marina Damico afirmou que o nível de intensidade foi planejado para maximizar o realismo: "Tentei transmitir o máximo de veracidade, o objetivo era garantir uma experiência fiel ao que se encontra em uma situação real", disse.

Os calouros do 1º período sentiram o impacto da pressão do exercício. Caio descreveu o choque inicial diante da complexidade da cena: "Foi um momento de desespero. Haviam muitos estímulos, demandas simultâneas e um cenário caótico, o que dificultou saber por onde começar". André Fernandez, também calouro, ressaltou o valor pedagógico: "A teoria é uma coisa, mas a prática revela desafios totalmente novos. O nervosismo inicial deu lugar a um aprendizado muito positivo", afirmou.

Carla Cunto, coordenadora do Eixo de Semiotécnica, pontuou que o exercício é uma ferramenta pedagógica essencial. "As técnicas executadas são fundamentais e trabalhadas previamente no Centro de Práticas Integradas da Saúde", declarou. A professora mencionou ainda que todos os procedimentos realizados durante o simulado foram registrados para servirem de material didático em futuras discussões técnicas com docentes e representantes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Marcus Vinicius, coordenador de enfermagem do Samu em Teresópolis, ressaltou a relevância dessa colaboração: "Para nós, integrar os acadêmicos à nossa realidade é vital. Eles compreendem a dinâmica da rede de urgência, o que é um ganho para a formação desses futuros profissionais".

A simulação também despertou o interesse de alunos do Ensino Médio do Centro Educacional Serra dos Órgãos (Ceso). João Pedro, estudante do 3º ano, expressou satisfação em acompanhar a atividade: "Foi uma experiência incrível participar de algo tão dinâmico, que certamente contribuirá para minhas escolhas profissionais", comentou.

A professora Cláudia Ribeiro, organizadora do evento, enfatizou que o projeto é uma iniciativa de longa data. Com mais de duas décadas de existência, o "Grande Acidente" é constantemente renovado: "Trata-se de uma prática que se atualiza em cada edição, acompanhando as demandas modernas do ensino médico e oferecendo uma vivência real desde os primeiros passos na faculdade", encerrou.

Por Giovana Campos

Fonte: UniFeso


Ver todas as notícias de Teresópolis e Região