Nunca é tarde para recomeçar: estudante transforma a própria trajetória por meio da Psicologia
Em 26/06/2026 às 13h14
Com quase duas décadas e meia de trajetória no Direito e uma carreira consolidada como oficial de justiça, Suzana Alves de Freitas descobriu na Psicologia uma nova vocação e um sentido renovado para sua existência. Atualmente no 10º período da graduação no Unifeso, ela já traça metas para atuar na área após se aposentar, impulsionada pelo propósito de levar acolhimento e fomentar a transformação social.
O que teve início como um interesse pontual durante o período de pandemia transformou-se em uma decisão capaz de alterar o rumo de sua história. "Iniciar uma nova faculdade não estava nos meus planos. Eu descartava totalmente essa possibilidade", recorda.
O isolamento social, aliado às percepções obtidas por meio de sua própria terapia e diálogos com uma docente do Unifeso, criou a oportunidade para uma mudança de curso. A graduação em Psicologia, ministrada remotamente naquele momento, aguçou seu interesse. Sua bagagem profissional também foi um fator determinante. Ao conviver constantemente com episódios de vulnerabilidade e sofrimento humano, Suzana passou a ver na Psicologia um meio para entender melhor o próximo e a si própria.
"Iniciei o curso com a mentalidade de que, se não houvesse identificação, não haveria problema, já que eu possuía uma carreira estabelecida. Contudo, aquele ímpeto inicial ganhou uma dimensão muito mais profunda", relatou. Atualmente, na reta final do curso, ela planeja seguir com os estudos para se dedicar profissionalmente à Psicologia.
Durante o processo formativo, Suzana destacou as vivências práticas como pontos fundamentais de seu amadurecimento. Sua passagem pelo Serviço de Psicologia Aplicada (SPA) marcou o início do contato direto com o atendimento ao paciente e o exercício da escuta qualificada. "O aprendizado essencial foi enfrentar o desafio de lidar com a dor do outro após tanta teoria. É o encontro real, sem o suporte imediato do docente. Dúvidas e receios surgem diante da magnitude da responsabilidade de amparar alguém. Com a orientação constante dos professores e a vivência clínica, essas incertezas são substituídas por segurança", explica.
Após esse período, Suzana recebeu um convite do professor Bruno Campos, coordenador do curso, para integrar um projeto de extensão focado em pesquisa, o que ampliou sua percepção sobre o alcance social da área. "Hoje, vejo o SPA com um olhar mais abrangente, compreendendo sua função não apenas no atendimento individual, mas no impacto para toda a comunidade assistida", observou.
Para a estudante, um dos grandes trunfos da formação no Unifeso é a união entre ensino, prática, extensão e investigação acadêmica. Essa vivência mostrou que a função do psicólogo transcende o consultório. Segundo ela, a pesquisa qualifica o trabalho ao gerar um saber capaz de impactar tanto o profissional quanto a comunidade.
"O Código de Ética, que é um pilar da nossa formação no Unifeso, ressalta a necessidade de uma Psicologia engajada na superação das desigualdades que afetam a vida das pessoas. A pesquisa é uma via essencial para compartilhar conhecimento e promover essas mudanças", pontuou.
Ao refletir sobre sua caminhada, Suzana percebe uma história moldada por decisões acertadas para cada etapa da vida. A Psicologia agora surge como um novo capítulo, carregado de planos. "Estou muito realizada com minha decisão e por ter seguido esse caminho, que tem o Unifeso como ponto de partida, mas que ainda possui muito espaço para evoluir", finalizou a aluna.
Por Giovana Campos
Fonte: UniFeso
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