Os riscos de passar muito tempo sentado e estratégias para reverter esse cenário
Em 15/05/2026 às 08h27
Quase todo mundo conhece alguém que passa boa parte do dia em uma única posição, sem se movimentar. Pode ser que esse seja o seu caso. Diante disso, é fundamental refletir se você compreende os danos que esse comportamento traz ao seu bem-estar e quais atitudes tomar para reverter essa realidade.
Infelizmente, o sedentarismo — caracterizado pela ausência ou redução da prática de exercícios — não é um problema isolado. Conforme dados publicados no início de 2026 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 47% dos adultos no Brasil são sedentários, percentual que chega a 84% entre os jovens.
Visando transformar esse panorama e preparar profissionais aptos a auxiliar a população a superar o sedentarismo, o Centro Universitário Serra dos Órgãos (Unifeso) disponibiliza o curso de graduação em Fisioterapia.
Para a professora e fisioterapeuta Danielle Warol, existe uma distinção relevante entre apenas saber que permanecer parado faz mal e entender, de fato, que o sedentarismo compromete severamente a qualidade de vida a médio e longo prazo.
"O sedentarismo é um problema silencioso. Os impactos negativos não surgem de imediato, mas se manifestam meses ou anos após essa postura se tornar um costume na rotina", ressalta a especialista.
Ela elucida que a evolução humana ocorreu pautada no movimento constante. É essa atividade física que preserva o funcionamento pleno de pulmões, coração, sistema circulatório, metabolismo e músculos, elementos vitais para a saúde sistêmica.
"Dessa maneira, ao passarmos muito tempo na inércia, o organismo perde essa eficácia gradualmente. Por isso, manter-se sentado ou sem exercitar-se será prejudicial ao corpo", esclarece Danielle Warol.
Os impactos diários de uma vida estática
Você sabe por que permanecer sentado por horas prolongadas é prejudicial? A explicação reside nos efeitos cumulativos e progressivos do sedentarismo ao longo do tempo.
A médio prazo, a inatividade pode resultar em perda de condicionamento, dores musculares, desvios posturais, fadiga recorrente, aumento de peso, prejuízos no sono e redução da energia diária, o que impacta negativamente o rendimento profissional e acadêmico.
Já a longo prazo, o hábito pode elevar o risco de hipertensão, diabetes, obesidade e diversas patologias cardiovasculares, além de causar perda de massa e força muscular, osteoporose e agravamento de transtornos como ansiedade e depressão.
"Daí a relevância de se exercitar. Mesmo intervalos breves para caminhar, alongar-se ou mudar de posição durante o dia já ajudam a mitigar parte desses danos causados pelo sedentarismo", conclui a professora.
Alternativas para aumentar o movimento e reduzir riscos
Para os especialistas, a solução é única: movimentar-se. Essa adaptação de hábitos pode ocorrer sem prejudicar a produtividade no trabalho, seja em escritório ou home office, com ajustes simples que trazem benefícios significativos.
Nélio Silva de Souza, docente de fisioterapia desportiva no Unifeso, reforça que essas mudanças são necessárias e diárias, sugerindo práticas para contornar os efeitos da inatividade.
"Por exemplo, é possível priorizar as escadas em vez do elevador, manter uma postura adequada ao se sentar ou deitar, evitar períodos superiores a duas horas na mesma posição e não utilizar o celular com o pescoço curvado, o que sobrecarrega toda a coluna", recomenda.
A função social do fisioterapeuta
Com o intuito de difundir esse conhecimento e prevenir complicações relacionadas ao sedentarismo, a graduação em Fisioterapia do Unifeso proporciona diversas experiências práticas aos acadêmicos.
Um destaque é o projeto "Mexa-se", criado em 2024 pela professora Danielle Aprígio, coordenadora do curso de Terapia Ocupacional e docente de Fisioterapia, que envolve alunos do sétimo e oitavo períodos como parte do estágio obrigatório.
Sob coordenação de Danielle Warol, a iniciativa oferece exercícios personalizados para elevar a mobilidade, força, equilíbrio e capacidade funcional, além de fomentar a integração social entre os participantes.
O atendimento é aberto ao público e ocorre toda sexta-feira, das 9h às 10h, no Posto de Saúde da Família (PSF), localizado no Condomínio Lírios, na Fazenda Ermitage.
Os interessados passam por uma triagem com a equipe do projeto, que avalia as condições de saúde para a prática dos exercícios.
Por: Raphael Branco
Fonte: UniFeso
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