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Programa Alegria celebra 25 anos de humanização e formação

Em 18/09/2026 às 13h32

Programa Alegria celebra 25 anos de humanização e formação

Duas décadas e meia de vivências, trocas e aprendizados. No último dia 10 de setembro, o Teatro Feso foi palco da comemoração dos 25 anos do Programa Alegria, iniciativa que é referência em humanização no Hospital de Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (HCTCO) e essencial na capacitação de alunos do curso de Medicina do Centro Universitário Serra dos Órgãos (Unifeso). O evento reuniu fundadores, docentes, ex-participantes e novos integrantes, que também realizaram a tradicional entrega dos narizes de palhaço.

Surgido por iniciativa de estudantes, o Programa Alegria teve um início descomplicado: levar música, entretenimento e leveza ao ambiente hospitalar. Com o decorrer dos anos, o projeto se estruturou, sendo incorporado ao Programa de Humanização do HCTCO e oficializado como uma atividade de extensão da graduação em Medicina.

O médico Fábio Gomes, um dos idealizadores e egresso da turma de 2004, relata que o conceito surgiu ainda no começo da faculdade. Motivado por exemplos como os Doutores da Alegria, o grupo de estudantes organizou-se para iniciar a ação voluntária. "A essência era apenas realizar, fazer acontecer", recorda Fábio.

Embora a visita inaugural estivesse programada para a Pediatria, os voluntários percorreram diversos setores do hospital logo no primeiro dia. Aquela vivência comprovou, desde o início, o valor do contato humano no contexto clínico. "Você chega ao local e observa todos parados. Ao começar a intervenção, percebe uma melhora imediata. É uma via de mão dupla, sempre houve essa troca", relata.

Formação para além da sala de aula

Ao longo do tempo, o Programa Alegria foi integrado ao currículo acadêmico. Antes da cerimônia de juramento, os novos membros passam por preparações que englobam oficinas de:
- Improviso
- Expressão corporal
- Biossegurança
- Dança
- Maquiagem

Para Fábio, essa vivência expande a percepção do aluno sobre sua futura profissão e a assistência em saúde. "É um projeto de grande impacto para o estudante. Não apenas pelo viés hospitalar ou do paciente, mas pela marca da humanização na formação acadêmica", avalia.

Ele destaca que a experiência oferece um novo ângulo sobre o cuidado. "É um modelo diferenciado de se praticar a saúde. Entender que cuidar não é apenas tratar uma patologia, mas sim reduzir o sofrimento", observa.

O enfermeiro Erivelton Cordeiro Carvalho, um dos precursores, afirma que o Programa Alegria foi um divisor de águas em sua trajetória pessoal e profissional. Segundo ele, a iniciativa foi fundamental para o aprimoramento de sua capacidade de expressão e comunicação. "É mais que um projeto voluntário. É uma transformação real de quem eu era para quem me tornei", declarou.

O compromisso de manter a história viva

Durante o evento, a docente Claudia Ribeiro, coordenadora do programa, enalteceu a dedicação dos estudantes e frisou que o uso do nariz de palhaço simboliza a disposição para aprender em cada contato.

Para a professora, a experiência promove um amadurecimento profissional e humano a partir do contato com as diversas histórias e necessidades de cada indivíduo.

Claudia agradeceu a todos que colaboraram com o programa ao longo desses 25 anos, incluindo pacientes, familiares, docentes e os fundadores. "Vocês são os protagonistas desta história. Colocar um nariz de palhaço é um ato corajoso. Significa chegar com seu conhecimento, mas também se colocar à disposição para aprender. É entender que, à sua frente, existe um ser humano com seus próprios medos, desejos e uma vida que transcende um diagnóstico", enfatizou.

A manutenção desse legado é um dos pilares do Programa Alegria. Os fundadores sempre enfatizaram a necessidade de continuidade, independentemente da formação das turmas. "Façam o necessário, mas não deixem o projeto encerrar", pontua Fábio.

Adriano Ramires, ator e parceiro de longa data nas oficinas de maquiagem e palhaçaria, também marcou presença e ressaltou o papel da arte no hospital. "A palhaçaria aplicada como pequenas doses de afeto. Não se trata de um medicamento, mas certamente ajuda a suavizar a dor", pontuou.

Vestibular de Medicina 2027

As inscrições para o Vestibular de Medicina 2027 do Unifeso já estão abertas. Os interessados podem se inscrever até as 18h do dia 13 de outubro de 2026.

Informações e inscrições: econ.rio.br/medtere

Por Giovana Campos

Fonte: UniFeso


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