Startup Day no Unifeso promove cultura empreendedora e inovação entre universitários
Em 27/03/2026 às 11h48
No dia 21 de março, o campus do Alto do Centro Universitário Serra dos Órgãos (Unifeso) foi palco do Startup Day, um evento organizado em colaboração com o Sebrae. A iniciativa, realizada simultaneamente em diversas regiões brasileiras, teve como foco principal conectar o ambiente acadêmico ao cenário de empreendedorismo e inovação, além de debater as dificuldades de converter conceitos em empreendimentos sustentáveis.
O cronograma incluiu um café da manhã de recepção, uma palestra e um painel de discussão focado no público acadêmico, atraindo professores, alunos e entusiastas do setor.
O encontro iniciou com a palestra intitulada "Startup: Como uma Ideia Inovadora pode se tornar uma empresa de sucesso", conduzida por Bernardo Medina, conselheiro no setor de saúde e especialista em avaliação de empresas. Durante sua fala, o especialista compartilhou vivências familiares e profissionais para discutir os obstáculos do setor, especialmente no âmbito da saúde suplementar.
Medina ressaltou o crescimento contínuo nos preços dos convênios médicos, criticando um sistema que, por vezes, lucra com a patologia, o que torna o modelo financeiramente inviável. Ele propôs, como solução, o conceito de "saúde baseada em valor", que foca na prevenção e no uso eficiente de recursos, criando janelas de oportunidade para que startups desenvolvam inovações.
Logo após, o painel "Negócios, Saúde & Inovação", mediado pela assessora técnica do Núcleo de Inovação e Tecnologia (NIT) do Unifeso, Valéria de Oliveira, deu continuidade às atividades. Participaram da mesa: o gerente de inovação do Serratec, Daniel Amaral; o docente do Unifeso e perito forense computacional do TJ-RJ, Rodrigo Otávio; o fundador de startup de nanotecnologia e pesquisador, Sandro Pinheiro; e o representante do Sebrae, Gabriel.
Durante o debate, foram abordados diversos tópicos relevantes:
- A verdadeira essência da inovação, enfatizando a necessidade de se concentrar no problema antes da solução;
- A função da universidade como um núcleo estratégico de inovação;
- A importância da segurança de dados e da adequação à LGPD desde a concepção do projeto;
- Os desafios jurídicos envolvendo propriedade intelectual e patentes.
Também foi discutida a inovação aberta, prática que integra startups a corporações estabelecidas para criar soluções colaborativas. O evento finalizou com um espaço de perguntas e respostas, focando em temas práticos como validação de MVPs, uso de ferramentas no-code e estratégias para firmar parcerias.
A professora Valéria Brites reforçou o valor da mentalidade empreendedora e do compartilhamento de saberes: "É primordial não ter medo, se jogar. Ninguém precisa saber de tudo, mas quando se junta tecnologia com o conhecimento de pessoas e se faz essa troca, as ideias ganham força e conseguem sair do papel", pontuou.
O engajamento dos estudantes foi um dos pontos altos. Gelison Aguiar Gonçalves, graduando em marketing no Unifeso e ganhador do Prêmio Ideias Inovadoras 2025, expôs suas dúvidas sobre a viabilidade de lançar projetos sem proteção de patente. "Tenho um projeto em desenvolvimento e vejo como promissor, mas minha maior preocupação é começar sem patente e correr o risco de ter a ideia copiada. Como dar esse primeiro passo?", indagou, recebendo orientações dos profissionais presentes.
Giovana Campos
Fonte: UniFeso
Ver todas as notícias de Teresópolis e Região
