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Ciência em foco: Pint of Science debate saúde, desigualdade e tecnologia em Teresópolis

Em 22/05/2026 às 11h06

Ciência em foco: Pint of Science debate saúde, desigualdade e tecnologia em Teresópolis

A divulgação científica transbordou as salas de aula para ocupar o ambiente descontraído do Boteco do Alto, durante a terceira edição do Pint of Science Teresópolis, evento organizado pelo Centro Universitário Serra dos Órgãos (Unifeso). Entre os dias 18 e 20 de maio, o festival conectou pesquisadores, acadêmicos e o público geral em uma agenda que buscou aproximar a sociedade do conhecimento científico de maneira descomplicada.

Idealizado em 2012 na capital inglesa, Londres, o Pint of Science ocorre mundialmente de forma simultânea, levando discussões intelectuais para bares e outros espaços sociais. Em solo teresopolitano, as atividades foram organizadas em três noites dedicadas, respectivamente, às ciências da saúde, ciências humanas e inovações tecnológicas.

A docente Renata Lia, que coordenou a iniciativa pelo Unifeso, ressaltou o caráter democrático da ação. Segundo ela, o objetivo central é transpor as barreiras físicas da instituição e tornar a ciência acessível a todos. A professora agradeceu o suporte do Boteco do Alto, a estrutura fornecida pelo Unifeso e o empenho de todos os envolvidos, incluindo estudantes e as equipes de comunicação, destacando que o festival funde saber técnico e entretenimento.

O assessor científico do evento, Carlos Alfredo Franco Cardoso, rememorou o alcance global do projeto, que hoje marca presença em 27 nações e em 21 municípios do Brasil.

O ciclo de debates iniciou no dia 18 com a palestra Saúde Planetária: Administrar o caos no antropoceno ou liderar a saúde do futuro, sob condução da professora Heloísa Badagnan. O encontro instigou reflexões sobre como as alterações climáticas afetam o bem-estar físico e emocional, explorando o vínculo entre ecossistema e qualidade de vida. Heloísa explicou o significado de Antropoceno — a era de influência humana acentuada no globo — e enfatizou as consequências de fenômenos meteorológicos extremos:

- O surgimento de refugiados climáticos, indivíduos forçados a abandonar suas origens devido ao clima, traz danos severos à saúde mental desses grupos.

A docente ainda provocou os alunos a pensarem no compromisso das universidades em desenvolver práticas sustentáveis e preparar profissionais capacitados para lidar com o nexo entre clima, saúde pública e justiça social.

A troca de ideias foi um ponto alto da experiência. Ariene Kelley, aluna de Biomedicina, elogiou o formato do encontro:

- A possibilidade de aprender em um ambiente de socialização torna a dinâmica muito mais rica e envolvente.

Já Ashley França, que marcou presença em todas as edições do evento em Teresópolis, pontuou que o projeto humaniza a academia:

- O festival suaviza o ambiente acadêmico e democratiza o conteúdo científico para diversos públicos, indo além da área da saúde.

O encerramento do festival ocorreu nos dias 19 e 20, com discussões pertinentes sobre insegurança alimentar, lideradas por Carla Goulart, e os rumos da inteligência artificial, apresentados por Andressa Alves, consolidando o sucesso da iniciativa na integração entre ciência e comunidade.

Por Giovana Campos

Fonte: UniFeso


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