5ª edição do Arraial Feso Pro Arte celebra a trajetória do xilogravador Ciro Fernandes
Em 03/07/2026 às 11h28
Entre os dias 9 e 11 de julho, o Centro Cultural Feso Pro Arte (CCFPA) promove a quinta edição de seu tradicional evento junino, um encontro que celebra a rica cultura popular brasileira. Nesta edição, a programação presta uma homenagem especial ao ilustrador Ciro Fernandes, figura de destaque na Literatura de Cordel.
O 5º Arraial Feso Pro Arte ocorrerá na próxima quinta e sexta-feira, das 16h às 22h, e no sábado, das 13h às 22h. As entradas podem ser adquiridas via plataforma Sympla por valores simbólicos. Vale ressaltar que todo o montante arrecadado será destinado aos projetos de cunho social desenvolvidos pelo CCFPA.
Esta celebração é fruto de uma colaboração entre o Feso Pro Arte, a Academia da Cultura Popular (ACPOP) e o Coletivo Amarte Cultural. O evento contará com uma grade repleta de atividades, incluindo:
- Apresentações artísticas
- Exposições temáticas
- Brincadeiras tradicionais
- Oficinas culturais
- Pratos típicos da época
- Atrações musicais
Homenagem ao mestre xilogravador Ciro Fernandes
A xilogravura figura entre as técnicas de impressão mais ancestrais da humanidade, consistindo na gravação de desenhos em blocos de madeira, que funcionam como carimbos. No território brasileiro, a técnica é profundamente vinculada à tradição nordestina, servindo como suporte visual essencial para a Literatura de Cordel.
O grande homenageado deste ano é um verdadeiro mestre dessa arte. Aos 85 anos, Ciro Fernandes acumula as funções de artista plástico, escritor e ilustrador. Ele detém o título de único ilustrador brasileiro a conquistar o Prêmio Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras, devido à sua colaboração na obra "Cordelinho", de Chico Salles.
Ao longo de sua carreira, o artista ilustrou capas de livros assinados por grandes nomes da literatura nacional, como Raquel de Queiroz, Orígenes Lessa, Gilberto Freire, Autran Dourado, Ferreira Gullar, José Lins do Rego e Ana Maria Machado.
Como xilogravador, Ciro Fernandes definiu a estética dos folhetos de cordel — publicações artesanais baseadas em rimas — elevando-os ao patamar de obras artísticas. Ao colaborar com cordelistas, ele propôs a substituição de fotografias por xilogravuras nas capas, conferindo uma identidade única às obras. Atualmente, seu trabalho integra coleções de relevância nacional, como a do Museu Nacional de Belas Artes.
Por: Raphael Branco
Fonte: UniFeso
Ver todas as notícias de Teresópolis e Região
